A Falta Que Me Consome (Poema)
.Poema. A Falta Que Me Consome Lamentando por mais um hábito interrompido Pois, apesar de tudo ter ficado subentendido Roubou minha paz feito bandido E, antes do adeus, queria ter feito um pedido Sua doce imagem, antes companheira Tornou-se sombra passageira Antes, meu lugar preferido, hoje trincheira Onde a dor é regra e a solidão é certeira Se conversar contigo já era um alívio Não pude evitar desejar o convívio Nossos planos sempre fugiram do óbvio Ter você era meu milagre mais improvável Tudo parecia correr bem, eu, você, nós Queria me perder contigo nos lençóis Sorrindo à toa por ouvir sua voz Até que apareceu um ruído feroz Que me impediu de saber por onde andava E o olhar pelo qual o meu cintilava Perdeu-se como se nunca tivesse existido Como se todo teu afeto tivesse se diluído Logo, como um passarinho assustado Que perdeu um ente amado Emiti um canto solitário, um recado ...