Cerimônia de Posse - Academia Varzealegrense de Letras

 

Cayo Rayan

Cerimônia de Posse - Academia Varzealegrense de Letras 

É com profunda honra que tomei posse do meu cargo na Academia Varzealegrense de Letras (AVL) no dia 12/12/2025. Meu ingresso nesta casa de letras representa não apenas um reconhecimento pessoal, mas também um compromisso com a cultura, a memória e a literatura que moldam a identidade do nosso povo. Assumi a cadeira número 18, tendo como patrono o Dr. Dário Batista Moreno, figura cuja presença atravessa o tempo e permanece viva na lembrança de todos que o conheceram.


Cayo Rayan


Dário Batista Moreno, nasceu em 14 de setembro do ano de 1927, no Sítio Boa Sorte, se formou em Direito, pela faculdade Federal de Recife, Foi eleito Prefeito Municipal de Várzea Alegre pelo PSD, em 1958. Morreu no dia 07 de novembro de 1997, deixando um legado notável. Dário era um intelectual silencioso, desses que carregam sabedoria mais nos gestos do que nos discursos. Respeitado pela serenidade, admirado pela ética e lembrado pelo coração generoso, ele se tornou símbolo de compromisso comunitário e exemplo de vida pública pautada pela integridade. Tê-lo como patrono não é apenas uma honra, é uma responsabilidade moral.

Minha jornada literária começou ainda criança, com o livro O Menino Solitário, lançado em maio de 2013 e dedicado à minha avó. Era uma história simples sobre um menino chamado Carlos e suas aventuras com seus animais de estimação. O texto foi escrito com a inocência e a imaginação de quem, ao quebrar a perna e ficar em casa, encontrou na escrita uma forma de escapar, sonhar e criar. Esse livro, modesto e sincero, foi o primeiro passo fora do anonimato: minha infância, meu alter-ego, ganhando páginas e vozes fora de mim. Logo depois, vieram Verdades ou Mentiras?(2013), Memusa (2024) e O Rei Mascarado (2015).

Cada livro meu, desde o menino solitário, que escrevi por brincadeira, até a fantasia medieval e a poesia urbana, representa um pedaço da minha vida, das minhas inquietações, das minhas crenças e da minha identidade. Eles são minha memória, meu aprendizado, meu diálogo com quem lê. Ao assumir esta cadeira, sinto que não estou apenas honrando um título, estou reafirmando o valor de cada página escrita, de cada sonho registrado e de cada história compartilhada. Que minhas obras continuem falando, pelos meus versos, minhas narrativas, pela minha voz e que esta Academia siga sendo lar de vozes que, como a minha, nascem nas raízes do sertão, mas têm aspirações de alcançar o mundo.

Meu discurso de posse está disponível no meu canal do You-Tube: 


Recebi a cadeira 18 com gratidão e responsabilidade e torço para que esta instituição continue sendo um espaço de resistência cultural, de incentivo à literatura e de preservação das histórias que nos formam.

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Muito obrigado.

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