Até A Eternidade .Poema.

Cayo Rayan


.Poema. 

Até A Eternidade

Eu não me entreguei por completo
Por medo de cair em desgraça
Como eu vou saber se sou o seu predileto
Se você fala com outros enquanto me abraça

E eu já não tenho a ousadia
De me deixar levar por sentimentos
Da última vez que amei foi uma covardia
Na qual eu estava, todos os momentos,

Dando tudo de mim
Por alguém que não retribuiria nem metade
E eu estive por meses vivendo assim
Um amor frágil que só deixou saudade

E que argumento você pode ter
Pra me provar que valemos a pena?
Pra me convencer de que eu e você
Teremos uma convivência boa e serena

Quando nós somos diferentes em tudo
Estive conversando com as estrelas
E elas disseram que tenho razão, contudo
Pra quebrar a monotonia é preciso valentia

Porque não se constrói nada sem riscos
E que o céu seria testemunha
De que, antes do plano, eu fiz os rabiscos
Das propostas de vida que você propunha

Seus olhos selvagens podem olhar pra mim
Quando o cansaço bater depois da correria?
Você realmente promete estar afim
Do amor e do tédio, ou me esqueceria

Assim que alguém te oferecesse a aventura
De ter algo novo e proibido?
Você realmente manteria a postura
Ou cairia na tentação, me jogando amargura?

Eu não tenho nada mais do que você sabe
Eu sou um garoto normal, que quer
Uma felicidade que não desabe
Em um segundo qualquer

Mas se você conseguir ver em mim
Alguém que você quer ter por perto
Um conjunto de moléculas, assim
Com defeitos, qualidades e um peito aberto

Se você me achar especial
E se eu te achar também, a gente
Pode ficar até o final
Viver em mundo pacífico e convergente

Porque você faria as coisas valerem a pena
E nós seríamos um pelo outro e só
Um segundo vale por uma centena
Unidos por um fio vermelho sem nó

Até que nossas mãos estejam entrelaçadas
No mais tranquilo cochilo da eternidade.

Cayo Rayan

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