Álcool, Sangue e Chumbo .Poema.
Poema.
Álcool, Sangue e Chumbo
Deixe eu te abraçar com força agora
Você sabe que vamos acabar em chamas
Estar perto de ti me revigora, embora
Eu, você e o amor vivemos diferentes tramas
Era sexta á noite e eu ia te ver
Então eu pus aquela jaqueta que você ama
Apareci logo ao entardecer
E você já me esperava na cama
Quanto choro, quanta dor, quanto drama
É preciso pra destruir um relacionamento?
Vivemos sempre no limite, entre céu e lama
Temos tudo, menos o discernimento
Nós fazemos promessas tão lindas
É como se o céu fosse atingível
Mas logo recebemos as boas vindas
Para o nosso inferno querido e previsível
Seus dramas suicidas estão me destruindo
Mais uma daquelas suas falas e vou embora
Quanto mais te conheço, mais vou desistindo
Quanto mais chances te dou, mais piora
Já não basta de tanta tristeza?
Poderíamos construir um mundo
Mas você não me merece, tenho certeza
E quanto mais te abraço, mais afundo
Nós nunca estivemos aqui de verdade
Mas simplesmente ir era doloroso
Você nunca quis viver a realidade
Mas meu esforço era saboroso
Você só queria um pedaço de carne viva
Pra dizer que tinha alguém
Pra satisfazer sua lascividade compulsiva
E pra não morrer sem ninguém
Mas, meu mais sincero amor
Me beije com voracidade
Se comporte como sempre, sem pudor
Vá descendo nessa iniquidade
Na noite de hoje eu serei seu dominador
Nós nos odiamos, mas ainda temos desejo
Tão quente quanto os dias no Equador
Não me mande mensagens, depois te vejo
Você só precisa de um pedaço de carne
Então eu serei o seu essa noite
Não reclame de mim quando arde
Se quiser apimentar ainda mais, uso açoite
Não faça questão de falar comigo depois
Meu dedo do meio vai estar levantado
Pra pessoas que não sabem viver a dois
Que não tem sequer um sonho esboçado
Pode continuar vendo as pessoas que vê
Você acha que eu não sei quem você é?
Boatos de pessoas que não vou esquecer
Sua especialidade é atirar no próprio pé
Eu e você, na lama desse chiqueiro
Amor destruidor, desordeiro
Personalidades opostas, conflitantes
Inimigos, mas amantes.
Álcool, sangue e chumbo.
Cayo Rayan

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