Eu E Você, Você E Eu .Conto.
AVISO: Tema sensível, linguagem clara e autor
despreocupadamente sincero.
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.Conto.
Eu
E Você, Você E Eu
Hoje foi a primeira vez,
em meses, que nós não nos falamos.
Sem mensagens de bom dia,
sem mensagens falando do almoço, sem perguntas fofas de “como foi seu dia?”.
Mas ainda resta
esperança, ainda falta o boa noite, que não está em tempo de ser
trocado.
Espero que você escreva,
porque eu estou me esforçando para parecer longe e não posso cometer o deslize
de ter simpatia com você quando estou, claramente, me preparando para ir
embora. Entendo que tudo isso pode parecer controverso. Afinal, por que eu
diria que espero que você envie mensagens se estou me afastando?
A resposta é que eu estou
distante, mas não ausente. Sei o que sinto e sei o que você sente. O que não
sei é explicar o porquê de continuar a querer receber o seu “boa noite,
dorme bem”, sabendo que nosso prazo de validade já venceu e que estamos
apenas adiando o fim.
Nós nos deterioramos
rápido demais, e isso faz um milhão de dúvidas eclodirem na minha cabeça.
Eu tenho dúvidas do
porquê de termos começado e do porquê de, agora, eu estar com vontade de ir
embora e, ao mesmo tempo, com vontade de ficar.
Você chegou num momento não
muito calmo, eu estava apenas relativamente bem, mas você fez eu me sentir
melhor. Eu buscava alguém que valesse a pena, e lá estava você, pronto para
mim. Foi um grande achado numa cidade pequena, para alguém como eu.
A grande verdade é que
você já teve cheiro de tudo quanto é bom. Pude sentir seu perfume quando
estávamos abraçados, quando encaixei-me ao seu pescoço. Cheirei-te de olhos
fechados e, verdadeiramente, desejei que aquele momento durasse pra sempre. Eu
prestei atenção, porque queria lembrar-me de tudo, do nosso quarto escuro, do
filme a que a gente estava assistindo e, principalmente, do quando nossos
corpos pareciam se encaixar. Uma pena que eu não soubesse como tudo isso iria
terminar.
Hoje, o seu perfume não
me diz mais nada. Você tem cheiro de carne frita. A mesma carne frita que você come
duas vezes por dia, todos os dias da semana. Posso imaginar você diante do fogão,
com sua voz irritante, dizendo que a vida está muito puxada, e que ninguém te
ajuda nos serviços de casa. Isso é a sua cara!
Você olharia para mim com
desdém, quando me visse fazer cara feia para a fritura que será nossa ceia. Mas
eu não ligaria, por pura preguiça. Você cozinha, é o combinado. Eu como calado
o que estiver servido no prato.
A carne frita, dura e insossa
me lembra você. Não sei o porquê. Algo tão inapetecível não deveria ser
comparado a alguém que parece gostar de mim, não é?
- O jantar está aqui,
pode se servir. – Ouço.
Você me serviu carne
frita por muito tempo. Um pedacinho de morte, morte em dobro. Mas eu não reclamo,
eu me contento. Você gosta assim, então não pode ser veneno, ainda que meu
estômago doa. Ainda que eu olhe para você e me pergunte se estou realmente onde
quero estar, ou se apenas tenho medo de ficar só.
Você se senta à mesa. Ficamos
frente a frente. Por que não olha nos meus olhos? não
pronuncia meu nome?
- Por que você não come? Você disse que estava
com fome. – Emiti.
- Na verdade, eu queria
sair. – Você retruca. – Partir desta cidade pequena, ir ver meus colegas na
capital. Eu queria ir à praia, visitar todos aqueles restaurantes caros, etc. A
gente tem que viver, não é?
Isso foi um gatilho pra
mim. Eu sei que você ama sair pra se divertir, sei que sempre quer me incluir.
Mas me recuso a ir, porque quero ficar aqui. Quero meus livros, meu cachorro,
meus filmes. Eu amo o aconchego, você ama o desapego.
- Eu não nasci pra viver
em cidade pequena. Estar aqui me atormenta.
- Eu amo estar aqui. –
Provei da carne excessivamente crocante e salgada. – Você também nasceu aqui,
deveria gostar. – Enganei o gosto de carne queimada com um gole de suco feito de
pó com sabor artificial de fruta. Foi um alívio!– Suas raízes estão aqui, este
é seu berço, seu lugar.
- É estranho. Você sempre
pergunta coisas para mim e depois desata a me julgar. - você diz. E está certa.–
Eu não gosto de estar aqui.
Damos fim, pouco satisfeitos,
ao nosso arremedo de jantar, e eu lavo a louça no final.
Assim, a cena acaba. Esse
seria nosso futuro, mas eu não fui insano a ponto de me casar com você. Eu
nunca me casaria com alguém a quem eu só aturo. Mas isso também me faz refletir
muito sobre o que ainda me faz te querer.
É que você parecia me
amar como ninguém nunca me amou e, por alguns momentos, eu realmente achei que
poderia te retribuir o favor. Mas, seja como for. Dor é tudo o que sinto agora.
Você me cheira a carne frita, sem gosto e sem vida. Nosso lance quase acabou
quando você me disse que não via em mim alguém digno de ser amado. Você
realmente me machucou. Já não importa, eu te dei “o troco”.
Você quase fez com que eu
pedisse desculpas por eu ter jogado na sua cara as coisas que VOCÊ me disse
Até que eu escolhi não te
procurar mais, mas eu senti falta. Eu não tinha nada antes de você. A minha
vida era muito parada, muito solitária. Eu passava o dia inteiro dentro do meu
quarto e, por mais que as pessoas ao meu redor se preocupassem com básico, eu
não me sentia totalmente bem porque eu queria achar um amor que não fosse
maternal, eu queria alguém pra conhecer, alguém pra namorar e aí veio você e me
deu tudo o que eu pedia, uma vida menos solitária e mais divertida. Um respiro
para minha personalidade enrijecida e toda a dor foi transferida para algum
lugar que eu não sei. Na verdade, eu sei, você tomou minhas dores para si e me
deixou mais leve, eu tinha alguém pra me ouvir e foi tudo flores até que os
atritos viessem.
Recordo bem, tu me
disseste que tu eras odiável quando sem energia e eu achei aceitável. - Eu
também tenho um temperamento ruim. – Eu disse. Mas eu não sabia que você só
precisava de uma única ressaca para se provar alguém com duas caras: uma que me
ama e outra que me apunhala.
Você me ofendeu de
algumas das piores formas possíveis e eu me afastei com um aperto no coração. –
O que diabos deu em você?
E então nós combinamos
que era melhor a gente se separar, cada cá pro seu lugar, mas a gente não parou
de se falar, nem de se comportar como casal e por mais que no final eu não
queira, você é o mais perto de um casal que eu já tive, ou já fui. Eu e você,
você e eu, juntos, nessa imundície de relação.
Mas o problema é que eu
sinto que essa intimidade foi, pra mim, uma maldade. Eu, sinceramente, sinto
como se fôssemos casados e que esses poucos meses são, na verdade, anos.
Você me serviu carne
frita por tempo suficiente pra destruir a gente.
A mesma carne fria,
sólida e líquida que eleva meu colesterol e que entope minhas veias.
E agora chegamos no
ápice.
Eu gritei de dor no meio
da madrugada. Meu peito está explodindo e eu mal estava sentindo se eu
conseguia tocar ou não minha pele. Minha mão estava sobre o meu peito e eu não
sabia o que estava acontecendo para que eu estivesse tão mal sendo que eu era
tão jovem. Eu não podia ter um ataque cardíaco tão cedo, aquilo nem fazia
sentido.
Então veio uma ânsia de
vômito que me arrastou para a frente do vaso, mas que não me fez nada além de
mais um estardalhaço. Eu até pensei em te chamar, mas seu sono é tão pesado que
eu desisti da ideia e me voltei para o que eu poderia fazer. Corri até a
estante da cozinha e engoli a seco dois comprimidos de AAS, era o único
medicamento da grande caixa de remédios que poderia ser útil no caso do meu
coração ter entupido de vez e eu estar morrendo.
Sentei o sofá gemendo.
Soltei um urro.
Olhei para as paredes
brancas e vazias de quadros, para a mesa suja, para a pia com uma frigideira
grande que escorria óleo.
E então me veio a
conclusão mais óbvia possível. Você me intoxicou com seu estilo de vida.
E eu fui a criatura mais estúpida da face da terra quando eu aceitei de bom
grado as comidas que você fazia, o seu sedentarismo e as suas saídas, mesmo que
tudo me fizesse mal. Eu fiquei com isso tudo o que você me deu, não porque eu
gostava, mas porque eu estava carente de atenção e achei que seria a melhor
coisa que alguém poderia me dar. Foi a única justificativa que eu tive para
aguentar todos os nossos desempasses, todas as vezes em que eu estava com você
na cama, mas eu estava querendo estar com outro alguém. Vinham nomes, vinham
rostos na minha mente, mas eu me reprimia e afastava esses pensamentos
insalubres. Você me dava tudo o que eu imaginava que precisava então eu não
podia nem sequer pensar em te perder, por mais que eu me perdesse na minha
própria pessoa.
Eu deveria saber que você
não era o melhor pra mim quando nós descobrimos que gostávamos de coisas
totalmente diferentes quando precisávamos gostar de coisas iguais e quando nós
gostávamos de coisas iguais quando deveríamos gostar de coisas diferentes. Nós
nunca nos encaixamos, mas eu fingi que sim pra que você não me largasse.
Eu nunca senti desejo por
você, até quando te vi sem roupa. Pelo contrário, o único desejo que eu senti foi
o de rir pela forma como sua barriga é maior que sua bunda, mas eu me segurei
porque você me fazia bem e eu precisava e deveria atender aos seus desejos
carnais, mesmo que eu não quisesse. Eu precisava fazer o que nós fizemos porque
você sempre repetia que esse ponto era extre-ma-men-te crucial pra que você
continuasse com alguém.
Eu continuei insistindo na
gente mesmo quando vi que você bebia aloucadamente e que eu teria que lidar com
seu cheiro de cachaça sempre que o final de semana chegasse. Você saía e se
divertia com seus amigos e amigas enquanto eu ficava em casa tentando fazer
algo útil, mas com a cabeça presa em você. – Você não pode conhecer alguém
melhor do que eu, você me deixaria e isso seria minha ruína. – Repetia.
Eu nunca senti algo assim
antes e por mais que eu nunca tenha te dito, o que eu tive com você foi o mais
perto possível de um amor, mas eu não sabia que nós estávamos num filme de
tragédia romântica onde um amor termina numa morte. E, francamente, se eu
soubesse eu daria um jeito de esconder isso pra que você não quisesse ir
embora. Eu me apeguei a você porque eu não tinha nada além disso. Eu não tinha
quem me amasse como você me fez acreditar que me amava. E agora? Onde está você
quando o seu par perfeito está morrendo?
Você está dormindo com
dois travesseiros. Eu te dou o meu todas as noites pra que você durma melhor. Engraçado
que você sempre está bem para meus parâmetros e o maior dos seus problemas
nunca nem chegaria a me fazer cócegas. Sua vida é fácil mesmo quando você a trata
como se fosse um terror. Creio que deve ser um terror horrível ter uma dúzia de
amigos e viver saindo com eles, deve ser horrível beber até altas horas da
madrugada e voltar quase apagado pra casa. Você só reclama pois foi não foi
você quem ficou esperando você voltar. E por último, deve ser, realmente,
verdadeiramente e transcendentalmente horrível pra você a forma como eu lido
mal com meus problemas, como eu não tenho maturidade e como eu não te satisfaço
porque eu sinto as suas, pesadas, cobranças diluídas na atmosfera sempre que eu
respiro. Tem cheiro de cobrança no ar assim como tem lástimas nas lágrimas que
pesam nas minhas bochechas. E o peso vai puxando as minhas lágrimas para baixo,
molhando todo o meu rosto pálido e trêmulo.
Eu estou morrendo e não
estou perdendo nada além de alguém fez eu me sentir idiota por grande parte do
tempo, que triste, não é? Não. O triste é que eu não vi o tempo que eu estava
perdendo e o quanto eu te priorizei em vez de me priorizar. Triste foi eu ter
pegado a primeira boa opção que me apareceu antes de provar uma parte
interessante do cardápio. Triste é a forma como eu estou morrendo agora, sem
ninguém, mesmo depois de ter te dedicado cada espasmo de sanidade mental e de sentimento
doce que minha mente desequilibrada e meu coração quebrado conseguiram
proporcionar.
Eu vou morrer como numa
condenação à pena de morte. Uma sentença a qual que mesmo assinei e eu mesmo cumpri.
E minha última refeição foi arroz branco e carne frita.
Antes que eu me vá eu
preciso de dizer:
- Espero que você e sua
carne frita apodreçam no inferno.
Agora sim eu posso ir.
Então eu caí sobre o
chão, estava novamente com uma ânsia de vômito incontrolável e meu peito
explodia. Apoiava o meu dorso fraco e trêmulo sobre os braços enquanto estava olhando
para o azulejo branco, esperando que o vômito viesse e caísse entre as minhas
mãos, que estavam apoiadas no chão.
Eu estou babando. Tem
algo muito grande vindo na minha garganta, não consigo respirar.
Então, uma massa dura e
pesada chega na minha boca e vai descendo vagarosamente e sofridamente em
direção aos meus dentes tortos. A massa úmida é como um grande pedaço de carne,
tem uma forma e um tamanho específico e uma textura arrepiantemente nojenta.
Num piscar de olhos eu
escutei o Bleft da queda da massa avermelhada.
Então eu percebi uma
coisa estranha.
A massa parecia um pedaço
de carne pulsante que estava enegrecido e banhado com um óleo preto que me
lembrava petróleo.
Ela inchou e encolheu.
Ela inchou e encolheu.
Ela inchou e encolheu.
Distinguiam-se três
texturas diferentes na massa pulsante, uma era bolhosa, cancerígena e nojenta,
a outra era meio aveludada, parecia um tecido de toalha, com inúmeras finas
projeções que apontavam para fora. Também lembrava uma grama fofa, só que
banhada à óleo. E a última textura era lisa e brilhante como a de um coração de
boi. Me recordo bem de quando comemos coração de boi frito e eu tive o azar de
ter que assistir todo o processo já que eu estava lavando a louça no mesmo
momento em que o pedaço de alimento era processado para o jantar.
O padrão aleatório e das texturas
e a forma como o óleo preto que escorria por entre as fissuras rasas e
imprecisas quase me fez vomitar mais uma vez. O que poderia ser aquela coisa
que estava pulsando e aumentando, gradativamente, de tamanho? Quando eu expeli
aquela coisa, ela tinha o tamanho de uma mão fechada e pulsava aceleradamente,
agora, ela se espalha sobre o piso e já tem o tamanho de uma bola de basquete
meio vazia.
As pulsações estavam cada
vez mais fracas e a coisa puxava o óleo para dentro de si como quando nós
puxamos o ar antes de um mergulho.
De repente a massa
pronuncia, pausadamente, o nome da pessoa com quem eu me relacionei. Sílaba por
sílaba e num tom cada vez mais fraco e lento. Meus olhos arregalados assistiram
o pedaço de carne aspirar todo o óleo que conseguia enquanto repetia para mim o
nome que me desperta o mais sincero e puro sentimento de amor e de ódio.
- Esse é meu coração. –
Conclui, sentindo meus braços falharem e meu dorso despencar sobre o meu vômito
psicodélico. – Eu vomitei meu coração e ele disse o seu nome, não o meu.
De repente, como um balão
atingido por um toque certeiro de uma agulha, o meu coração flácido e canceroso
desfaleceu e liberou todo o óleo negro misturado com um liquido mais fluido e
igualmente escurecido. Eu estava com o rosto apoiado sobre aquela chuva de
fluídos e não consegui evitar que parte do líquido fosse aspirado pela minha
boca aberta e molhada de saliva.
O gosto era horrível.
Então eu tentei me recompor,
mas não consegui, meus braços já não tinham um pingo sequer de vitalidade para
se mexerem, quem dirá para me erguerem e me tirarem aquele show de horrores que
fedia mais que esgoto.
Minhas pernas seriam
minha única salvação, elas conseguiam se mexer em espasmos e eu usei essa
habilidade primitiva para chutar a mesinha de centro com toda força que eu
consegui empregar, fazendo o vidro esfarelar.
Esse o sinal que eu
esperava que fosse te acordar. Eu preciso de ajuda se eu quiser sobreviver.
Precisa ser agora, senão eu vou morrer, mas o barulho do vidro não foi suficiente
pra te acordar e eu me vejo cada vez mais fraco e relaxado.
Eu sinto que meu sangue
não circula mais, meus membros de nada servem, meus olhos permanecem abertos,
mas minha visão escurece. – Aonde está você? – Pronunciei inutilmente.
E num último pensamento,
eu me vi ainda mais afogado num arrebatador tormento. – Se eu quiser viver eu
preciso te acordar e fazer você concordar em empurrar essa massa negra e oleosa
na minha garganta. Eu preciso engolir meu coração novamente se não quiser
partir. Mas eu nem sei se compensa, eu nem quero estar mais aqui, contigo.
Eu me aprisionei nessa
casa pensando que viveria a mais pura e infantil demonstração da perfeição de
um daqueles contos de fadas, mas foi pura cilada. Eu comi a sua carne frita e
aceitei a forma como você me tratava até que isso estivesse tão
irreversivelmente dentro de mim como meu coração apodrecido e oleoso e,
francamente, eu não sei se quero continuar aqui sabendo que eu fui cumplice
desse assassinado.
- Você me matou, Jade. –
Seu nome me arranca um suspiro. – Você me matou quando se negou a pronunciar
meu nome, mesmo quando eu implorei pra ver seus lábios carnudos e rosados se
abrirem e fecharem tão calorosamente enquanto você pronunciava meu nome em uma
única sílaba: Joe. Você me privou de uma série de coisas que eu amava e eu me
acomodei até que meu coração ficasse tão injuriado que se negasse a ficar
assistindo a carnificina silenciosa que você fazia no nosso dia-a-dia.
Eu estou morrendo e
prefiro continuar assim a voltar a comer a sua maldita carne frita.
Eu não quero que você me
salve, meu coração já fez isso por ele próprio.
Eu quero sair desse
labirinto de lamúrias e repousar, eternamente, num campo de tulipas.
Eu quero ir.
Me deixe partir.
É melhor do que continuar
aqui.
Vendo meu coração negro
se decompor.
Vendo que você está
dormindo agora, em vez de me socorrer,
Vendo que eu fui uma
criatura escravizada por você.
Cayo
Rayan
Muito bom cayo ,bem tocante.
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