Em Homenagem A .Poema.
.Poema.
Em Homenagem A
Em homenagem a todos os meus textos
Que eu não vou postar. Que não foram eleitos
Eu gosto de vocês, assim como dos outros
E não é porque são polêmicos ou sinistros
Que eu vá esquecer ou abafar
Mas tem coisas que eu não posso falar.
Não se eu quiser manter
A pose de bom rapaz, a de um bebê
Inocente, bom e fofo.
Prometo, ainda tirarei o mofo
De cada um dos meus textos sombrios
Dos que têm assassinatos à sangue frio
Dos assustadores e até dos reveladores
Mesmo que eu não possa mostrar as dores
Quando eu ainda as sinto
Eu preciso esperar no meu recinto
Até que as pessoas estejam prontas pra saber
Que eu escrevi o que eu escrevi e é pra valer
Que eu sou polêmico e meio esquisito
E que eu preencho todos os requisitos
De um bom escritor
Do que faz poesia sobre a sua dor
Do que tenta sempre melhorar
Do que um dia não vai se importar
Com boatos inatos, boatos chatos
De pessoas pequenas com egos machucados
E eu espero, de verdade, que um dia
Eu consiga ter a alegria
De ter quem queria ler
As lágrimas que eu deixo escorrer
Sobre o papel
Porque a vida não é só mel.
E quando eu for pro céu
Vão achar os meus textos proibidos
Nada de especial, mas os esquecidos
Os frutos dos problemas
O resumo dos meus dilemas
A personificação da minha essência
A parte minha que não condiz à ciência.
Minha mente é minha e ela é diferente
Eu penso o que quero e uso pra gente,
Pra que possamos refletir sobre a vida
Pra que não a deixemos esquecida
Como os textos que eu não deixei
Que fossem lidos. Os que não postei.
Por medo
Porque eu não esqueço
De que tem sempre alguém pra julgar
E se eu vacilar
Vão me devorar.
Mas está tudo bem
Temos riscos em tudo, também.
Qualquer arte
Tem, do criador, uma parte
E eu tento ser bom, tento expressar um dom
Que não fará mal a ninguém.
Então está tudo bem.
Cayo Rayan

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