Mais Um Ano Novo Como Qualquer Outro .Poema.

Mais Um Ano Novo Como Qualquer Outro  .Poema.


.Poema. 

Um Ano Novo Como Qualquer Outro


E mais um ano começa 

Com sua política de pão e circo 

Com os sonhos que você dispersa 

Com o fato de você ser um cisto 

Totalmente raso, maléfico e previsível 


Mais um monumento bonito inaugurado 

Na frente de uma lagoa poluída, invisível

Mais uma festança iluminada 

Com um propósito que não muda nada 

Assim como seu mandato acabado


Eu amo Várzea Alegre com todo coração 

Mesmo que muita gente seja tão pra trás 

Se bem que não estranho a, pública, decisão. 

Com dois lados tão ruins e iguais,

Como não se acostumar com o de então? 


E

Mesmo que o carnaval continue animado 

Com glitter e com cheiro de vômito

Mesmo que você banque cada festança 

E dê presentes gratuitos pras crianças 

Que têm uma educação terrível 

Uma saúde precária 

Uma visão de mundo previsível 

Uma vida lamentavelmente rasa


Mesmo que que a serra continue queimando 

Mesmo que a natureza vá definhando 

Com cada crime esquecido 

Com cada desvio, bandido 

Com cada obra inacabada 

Com um IDH tão longe do ideal

Com uma política tão igual

A todos os outros municípios corruptos 

Desse Brasil sem escrúpulos 


E todo o dinheiro sumido sem motivo 

E todas as obras mal feitas, mas festejadas 

E toda a ato político questionável e altivo 

E todas as vezes que você não valeu nada

Enquanto os seus perseguiram minha família 


Vocês quase mataram minha mãe, lembram? 

Negar um atestado pra uma pessoa que vê 

Sua cirurgia escorrer 

E a obrigar a trabalhar pra não passar fome 

Enquanto todos os seus têm tantos privilégios 

Que jogada de ouro!


Você e os seus são um estouro!

Fazendo assassinatos ocultos 

E com esse sacrilégio 

Repetido a tantas e tantas famílias 

Você prova ter tantos princípios difusos

Atrasando o município milhas e milhas 


Eu lamento isso tudo

Mas lamento ainda mais

Por você não ser o único 

Você é só como os demais 

Como 99% do resto que merecia ser punido 

Mas não é 


E como fica? 


Meu desgosto é saber 

Que desse jeito eu vou morrer 

Sem nunca vou ter o prazer de saber 

Que meu país se tornou desenvolvido 

Que as crianças tem educação em nível 

De ter laboratórios de química, física 

De ter futuros inesquecíveis 

Sob as asas da ciência 


Vai ser sempre o mesmo Brasil atrasado 

Com quadras rachadas e inacabadas 

Lagoas poluídas 

Serras queimando 

Pessoas morrendo pra sobreviver 

Ou pra manter os empregos que você nega

Mesmo depois de terem passado no concurso


E mesmo depois de causar tanto choro,

Você sorri sem remorso. 

Sobre a fortuna que você acumula dos pobres

Dos pobres que vão morrer pobres

Num país que nunca aflorou como deveria 


Mas fazer fanfarria é uma boa opção 

Quem vai reparar nisso, bêbado, sobre o chão?

Em festas bancadas com dinheiro público 

Quem vai ver sua lama se ela estiver coberta 

De glitter e grana?


Quem vai ver o quão ruim é o sistema, 

Se não restam livros nem ensino pra que 

As pessoas tenham olhos?


Cayo Rayan

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