Meus Deuses E Demônios .Poema.

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Cayo Rayan

.Poema.

Meus Deuses E Demônios 


Eu estou cansado, de tudo, desde a forma como ando
À forma como sou ignorado, e desamado
Tanta confusão que não vou rimar dessa vez
Você insiste em não usar seus neurônios
E eu não consigo mais surtar com isso

Você é uma imperfeita divindade grega
Não por beleza, riqueza, mas porque te fiz uma pra mim
Porque te enalteci e disse que não tinha defeitos,
Fora me ignorar
Acho que estava enganado

Não me sinto suficiente pra divindade que você é
E isso é desesperador, eu só quero que você me veja
E tu não queres tolerar minha dor
Não como eu toleraria a tua

Você teve a audácia de suspender seus desejos
E me ignorar de uma forma tão sublime
Como se não me conhecesse
Se lembra de quando disse que meus olhos fitados
Tinham demônios. Que te olhavam de cima a baixo?
Era efeito da puberdade, hormônios
Não tinha juízo

Eu nutri um fogo tão ardente por você
Até que eu me deixasse consumir por ele
Eu seria capaz de desvendar todas suas curvas
Com esse fogo, especialmente as de baixo
Te puxaria pelo seu cabelo dourado
Mostraria quem eu seria para te satisfazer

Eu tenho seu nome dentro de um coração
No meu bloco de notas
Mas não posso dizer a ninguém
Viver mais uma paixão unilateral
Já deveria estar no meu currículo
Escrever poemas sobre dramas internos, no DNA

Mas agora, sem ter para onde olhar,
Os demônios dos meus olhos
Falam comigo, todas as noites
Eu estive tão sozinho nesses últimos tempos
Que uma casa nova e vazia
Foi suficiente pra que eu criasse uma personificação sua

Uma que não me ignora
Que me deixa te amar, em todas as horas

Mas você é uma utopia grande demais pra meus sonhos
Se afasta mais que a lua, quando te procuro
E sabe bem que eu já não te amo o suficiente
Pra construir um foguete.
Você não é um ser divino
Muito pelo contrário
Então ponha-se no seu lugar.

Cayo Rayan

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